# 5




dura lex sed lex

# 4

# 3


So much breathing has not the same place when there is that much beginning. So much breathing has not the same place when the end is lessening. So much breathing has the same place and there must not be so much suggestion. There can be there the habit that there is if there is no need of resting. The absence is not alternative.

Gertrude Stein (1913)

# 2



collage - exercice

# 1

poem.a : ' d i s a s t e r ' (p.114-115) "(...)we will make sure you have a pleasant stay."

# 48



colagem - exercício

# 47



star

stare



# 46

trilho - exercício

gostava de te

ver

dentro


gostava de ver-te dentro

dos meus olhos

a ver-te



gostavas


nos meus olhos


a

ver

dentro




e n t r o

# 45



a.garra

# 44


pormenor de rocha, v.n.milfontes, agosto 2009




aquecimento global - exercício

rejeita o sal que nos é trazido ao som das síncopes

questiona rótulos que reagrupam as pessoas nas salas

divide o córtex em argumentos prós e contra

clarifica o insondável

derrete o gelo

segura a voz presa nos olhos

agarra as paredes dos edifícios feitos nós

rejeita o sal que nos é buscado

questiona as salas que as pessoas agrupam

nelas

se divide o córtex

sonda o que é claro

gela o lume

volta ao mesmo de nós

os trilhos

# 43

(do you promise not saying anyone?), pormenor de edifício zona das escadas monumentais, coimbra, outubro 2009



answer

# 42





clock-wise

# 41



flores para dias de chuva


flowers for rainy days

# 40

tradução #1


i am delighted que estivéssemos

sem estar

mais

don’t

a sério

are u serious

i am delighted

que estivéssemos sem círculos

sem estar

sem pretense

pretensões de algo como que

mistura perfect

estamos

we are

not there


translation nº 1


estou encantada that we were

without being

more

não

serious

‘tás a falar a sério

encantada

that we ran in circles

without being

sem pretensões

pretense of something more

perfeita mixture

we are

estamos

lá não

# 39



letter to mad men

# 38

2-1


descascar


no name for evolution

# 37

aphorism # 1


our bones need to rest.in peace we trust to struggle again. this is our possible. come back

# 36

escadas monumentais, coimbra, outubro 2009



looking above all this might be it



ao alto acima de suspeitas, a moldura

# 35

aphorism # 0


i shall say this only once upon a time we discovered. a voice is the empty space beetween trees

# 34

aphorism # -1


sweet dreams take restlessness to a minimum wage against the machine

# 33

feito conceito, coimbra, outubro 2009



night anemone

# 32

salão brazil, baixa de coimbra, outubro 2009



parapeito; pára o peito, agora

# 31



setembro

# 30

pormenor de ancoradouro, v.n.milfontes, agosto 2009



público

# 29

pormenor de quadro (colecção privada), coimbra, junho 2009



if it

# 28

porto côvo, setembro 2009



poesia concreta

# 27

v.n.milfontes, julho 2009




hang in there buddy!

# 26

v.n.milfontes, agosto 2009



fim da linha

# 25

praia da ilha do pessegueiro, agosto 2009



turista

# 24

micro conto # 7


depois de tanto abrir gavetas os meus pulsos tornaram-se puxadores e nunca mais pude deixar aquele sítio. ali vivi até ao meu último segundo. com um abraço à gaveta.



micro novel # 7


after opening so many drawers my wrists became knobs and i was never able to leave that place again. there i lived until my last second. with a hug to the drawer.

# 23

# 22

entrada para feito conceito, coimbra, maio 2009


# 21

she told me that in her stories of flesh my name crawled underneath her teeth, her tongue with a name inside her. head. give me. mine. not as real as it is seeming. are we becoming a shelter of fire in disguise. too much. in her stories crawling . to be continued as a perfect fit. as a perfect


fix

# 20

santuário de fátima, julho 2009



which one ?

# 19

santuário de fátima, julho 2009

standing before thou

# 18

gimme shelter for thy pain shall nurture my comfort in the journey to the springs of the sea. where the gates are shown to us. where the death resides in every tree. the flower of wheat. won't know all of this and be everything. the mysteries of the stones that lava draws. my comfort


a gun

# 17

torres do mondego (coimbra), julho 2009

open book

put it in writing

put us in writing

open us

open it

put it there

there you are

opened

closed

open

it

us

close

# 16

r. corpo de deus (coimbra), junho 2009

little girl

# 15

baixa de coimbra, junho 2009

apenas isto

# 14

baixa de coimbra, junho 2009

dressed up

# 13


Life no argument.
- We have fixed up a world for ourselves in which we can live- assuming bodies, lines, planes, causes and effects, motion and rest, form and content: whithout these articles of faith, nobody now would endure life. But that does not mean that they have been proved. Life is no argument; the conditions of life could include error.

Friedrich Nietzsche (1882)

# 12


praia fluvial (coimbra), março 2009



nas cidades as tempestades alojadas nas crateras da pele


trepam sagazes nas gargantas dos seres doidos de fogo



nas cidades os reflexos das luzes alojados nos poros do sangue


ficam absortos nas bocas dos seres acordados de pavor



havemos de ir com os cântaros mais fundos


buscar o mel que fizeram as mulheres que habitam as galáxias


de nós



buscar o fogo pleno


trazer as águas fartas


de assombro

# 11



# 10

zona do terreiro da erva (coimbra), abril 2009

# 09

message


# 08 R.I.P my sister

galatea

Her heart was a construction site. It was filled with stones to be held by bones in houses that would replace the rubble. And then the ocean came and a wave told us that she would still be alive after the water vanished down the shore.

bonita's note to us:


image #1:www.flickr.com/photos/tylerlove/159411707

image #2:www.flickr.com/photos/celiathepoet/3327324756

# 07 Mazzy Star - "Fade Into You"

video

wanna go see the sea?

# 06

há em nós tanto lume inscrito nos pulsos que nada faz quebrar

o nosso silêncio

# 05

a flor que não te darei

# 04

e no fogo o aço a respirar

# 03

voltar os braços para nascente

# 02

escurece-se.

fecha-se o lume para que as águas se revoltem

de sangue

a voz fica voltada para nascente à espera

o som

ao alto

este é o material dos danados

# 01 (2009)

os primeiros segundos

t h i s i s t h e s k y i n s i d e

# 25

pormenor de tecto, feito conceito, coimbra, dezembro 2008




i will leave you this

whatever it is

i will leave you this

a thousand

one

image

a thousand

words

this

# 24


pormenor de parede, feito conceito, coimbra, dezembro 2008




3.30


for trees to dry we attempted many words

we even attempted words without spelling

spelling or saliva enough

this might be

might

always

be. yourself above.

if all else fails

a specific hour will never be enough. we know.

without words

# 23

do lado dos ossos estão as cartilagens que nos fazem pensar de dentro

trazem.nos nomes científicos certos para saber do que somos feitos

e no plural vagueamos famitos de palavras que nunca vimos escritas

# 22 Herberto Helder

bic cristal preta doendo nas falangetas,

papel sobre a mesa,
a luz que vibra por cima, por baixo
a cadeira eléctrica que vibra,
e é isto:
electrocutado, luz sacudida no cabelo,
a beleza do corpo no centro da beleza do mundo:
pontos de ouro nas frutas,
frutas na luz escarpada,
clarões florais atrás de paredões de água,
água guardada no meio das fornalhas
-isto que, sentado eu na minha cadeira eléctrica,
entra a corrente por mim adentro e abala-me,
e com perícia artífice deixa no papel
o nexo estilístico entre
o terso, vívido, caótico e doce:
e o escrito, o carbonífero, o extinto,
o corpo

de "a faca não corta o fogo", Assírio & Alvim, (2008)

# 21

removido/removed

# 20


qual é a medida

a medida certa para o alvorecer
das serras
dos sangues


qual o lustro correcto
da caducidade

feita para húmus aos que virão

aos que viram

qual é a medida
do que foi
sem ser
lírios a gotejar nas horas

do translúcido

qual é a medida

# 19



"taut #2" (end of poem)

# 18



"taut #1"

# 17



"saw here"

# 16

tovim, coimbra, novembro 2008

à frente do sol está a casa que não necessita de mais para ser

arquitectura de soslaio que resiste à intempérie da urbe

longe do barulho da noite

ao lado do marulhar das ervas

por dentro restam as tábuas que crescem à medida do pó que se aninha

no meio de tudo sem ser nada

nada que tudo vai sendo

# 15



teci um pano para colocar a lista que fizemos de todos os advérbios que maldizíamos. o pano ficou sem cor de tanto uso que lhe deste. aos advérbios concedeste-lhes novas frases. ficaram as linhas que usámos naquele dia.

# 14

# 13

# 12




"mundo à vista"

# 11

zona museu machado castro, coimbra, outubro 2008



sentamos o pedido das musas no alcance do sangue

intermédio

até que os braços aproximem o feixe

numa tela a sucessão embala os uivos da sala

até ao término

arrumamos as casas e o melhor dos mortos que falam

as águas desviam a vantagem das árvores sobre nós

esta é a estirpe das odisseias

engolir cidades

# 10

pormenor de wc, café tropical, coimbra, outubro 2008

expand again your time

nexus of consent of possible objects with use

the same way a body has

use of time

they feel righteous to indicate

until a point is made

and then undone

like death



everything is procedure

mine i kill everyday at 11.57

# 9 Virginia Woolf

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# 8



queimaram o homem na poça das lágrimas de sangue

nada é menos seguro do que as paredes que nos sustentam

é nos escombros que a flor tem cor mais saturada

# 7



morremos nas aldeias onde na entrega a memória é cega

e as bocas

daltónicas de nomes

# 6



when the time of children was the main obsession of that land kids that had started centuries before perfecting what would be known as the truth were already there. then we did not know that tales would be our speciality. we make profecy from the imbalance that comes from our skin. together. clutched.

# 5



sabidas as coordenadas o nosso esforço conjunto reduz-se a um cubículo dentro

# 4

# 3

# 2

# 1 (2008)

zona fluc-museu machado castro, coimbra, outubro 2008



this is the city where the rivers will flow as soon as the tigers start to go to sleep earlier this is the space between wrath and madness this is the obsession for a procession of cuts this is where incisions make space wider when flesh or bones burn let's ritualize even more than when we had conscience let us follow the trail of those birds that hbird that hybrid this is the city.
 
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